Diferentemente da situação em outros países, no Brasil as mulheres ocupam mais cargos de direção nas escolas que os homens, os contratos de trabalho são menos estáveis e apenas 26,6% dos professores estão em escolas em que os diretores têm autonomia para contratação de docentes.
     Essas são algumas das constatações da pesquisa Talis – Teaching and Learning International Survey, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e coordenada no Brasil pelo Inep/MEC, lançada no dia 16.
       A pesquisa foi realizada por amostragem, nos anos de 2007 e 2008, em 24 países: Austrália, Áustria, Bélgica (Comunidade Flamenga), Brasil, Bulgária, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Holanda, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malta, Malásia, México, Noruega, Polônia, Portugal e Turquia.
      No caso do Brasil, a amostra foi composta por 400 escolas, sendo que nas bases de dados internacionais foram consideradas 380 escolas e 5.834 professores.
     A Talis foi a primeira pesquisa internacional a levantar dados sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos professores. Foram coletadas informações sobre liderança escolar, avaliação dos professores e feedback, desenvolvimento profissional e atitudes, crenças e práticas educacionais dos professores das séries/ anos finais do ensino fundamental (5.ª a 8.ª série ou 6.º ao 9.º ano) e dos diretores das escolas da amostra.
     Outras questões abordadas pela pesquisa foram o tamanho das turmas, proporção de professores em relação ao pessoal administrativo e proporção de professores em relação a pessoal de apoio pedagógico.
     Para ver os principais resultados da pesquisa Talis e as diferenças do Brasil em relação aos demais países, acesse http://www.inep.gov.br/download/imprensa/2009/internacional/Briefing_Talis_16-06-2009.pdf .

Fonte: www.nota10.com.br
Acessado em 17/06/2009